sexta-feira, 5 de junho de 2015

ÁRVORE E O PASSARINHO


Os passarinhos chegam até árvore
E em seus galhos, a sombra usam como abrigo
A árvore  feliz fica pela companhia.
Oferece seus braços-galhos
para que neles, os passarinhos
possam com palha e gravetos
fazer seus os ninhos.

Com suas folhas verdes e frondosas, a árvore
os protege contra os predadores
e do calor implacável do astro Rei
De suas raízes,
traz das profundezas sombrias da Terra
energia necessária para produzir
doces e bons frutos,
E em um sorriso de luz, oferta como alimento
aos seus amados passarinhos.

Nas noites de tempestades.
Chicoteada pelo vento e pelo frio,
a árvore bravamente defende
aqueles que ela tanto ama
E mesmo ferida,
encontra forças necessárias
a lançar-se sempre ao infinito do céu,
e ao mesmo tempo
enraizar-se pelas rochas
do desconhecido sólido escuro do chão.

Ama os passarinhos.
Se diz abençoada
por ter tão nobre companhia
e nada deles exige
a não ser o canto de alvorada.

Por sua vez,
os passarinhos,
são donos de si e do ar.
Voam para a liberdade
sem nada ter a que se apegar.
Voam por todos os cantos
e deixam sem espanto
seus ninhos par'trás.

Não se importam com nada.
São livres os passarinhos.
A árvore por sua vez,
 apegasse demais e não sabe o que fazer
quando esses embora partem.
Sofre calada, amargando sua solidão.
Desfolha-se,
acinzentando o seu coração.

Com o tempo
a árvore se acostuma
fortalece a casca
se enfeita de flores e frutos
e novos passarinhos
esses, virão.