quarta-feira, 31 de julho de 2013

Céu

(Fotografia: Gisele Beraldo. Lago do Hotel Fazenda Santa Helena, Brazópolis - MG)

Seus olhos
Estende a mim
Ao ver minha certeza
Acende um sorriso e
Com o beijo
De sua presença
Acaricia minha alma

Como posso eu
Resistir a tais coisas?

De vida
Proclama de sua boca
meu nome
Sacia o que me faltava
Lança suas mãos
E as entrelaça num só toque
Com as minhas

Como posso eu
Resistir a tais coisas?

O Sol é pouco
As horas são pequenas
O espaço já não mais existe
Tudo que li ou escrevi ou imaginei
Zera
Recomeça
Muito mais que renascer
Surge
Cria-se
E se faz!

Como posso eu
Resistir a tais coisas?

Não posso...
Deixo-me levar
Inicia a minha história
Naquele momento
Que levo junto comigo
À eternidade.

domingo, 28 de julho de 2013

Ruínas

(Fotografia: Victor Said. Casa em Ruínas, Bairro rural de Boa Vitória, Brazópolis - MG)

Não tenho a menor intenção de ser coerente, no final, tudo morre mesmo...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nunca

(Fotografia: Victor said. Pessegueiro e seus primeiros frutos. Bairro rural do Can Can, Brazópolis - MG)

Nunca
Nunca mais
Diz o ponteiro
Que repete
A verdade
Dessa infeliz canção

Nunca
Nunca mais
Bate o martelo
Das horas
Tardias
Que nunca mais voltarão

Ainda ontem
comungavas
Hoje veste-se de sorrisos
E sabe
Que nunca
Nunca mais
Tais coisas
Novamente
Acontecerão

A fome fora saciada
E agora
És sóbrio em teu andar
Nunca
Nunca mais
Viverás de ilusão.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mais que faço é amar


Então se aproxima
Lasca-me um beijo
E cessa meu anseio
De ajeitar essa rima
No verso tardio
De minha vida

Estava aí o tempo todo
E precisou conhecer
A música de miocárdios
Descompassados
Para saber distinguir entre
Os muitos
A melodia do meu peito

Feito eu passarinho
Sem-fim cantava
Nas noites vazias
Dessas montanhas Gerais
Lamurias eram meu canto
Agora não mais.

Sempre na tarde vazia
Ainda pequeno no meu sonhar
Desejava o sol não partir
Lágrima, já não mais escorria
No triste cantar

Mas agora
Sob a luz de uma nova aurora
Onde os pés levar se deixam
Vou mesmo sem demora
Ao encontro dos que se beijam

E fazendo morada em seus braços

Mais que faço é amar!

sábado, 6 de julho de 2013

Maravilhas

(http://vanuzapantaleao.blogspot.com.br/2010/02/sempre-vivas.html)

Sempre-vivas brotam
Onde você passou
Lindamente a colorir o
Incomum caminho
Das maravilhas,
Agora presentes
Onde você não mais está.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ainda há estrelas



Diz-me coisas bonitas
Chama-me pelo nome
Olha com os olhos baixos
E vê a alma que tenho

De repente
Por pura magia
Chego a acreditar
Nas mais belas coisas
Desse mundo de contradições

Procuro seus braços pela casa
Corro em direção de seu abraço
Escondo-me entre a porta e a saída
E vejo você partir

Ainda é tarde
E o lençol ainda está quente
Meu coração ainda bate
Na tentativa de poder
Repetir sempre seu nome

Pela janela
Vejo a distância que existe entre a gente
Você não me olha
Apenas vai pela rua
Enquanto eu fico aqui
Procurando reconhecer o meu nome
Para saber quem eu sou
Para resistir a esse já tão conhecido vazio

Guardo em meus olhos
A lembrança do quanto você é importante
E de quanto foi bom
Saber que você existe

Em detrimento de mim mesmo
Nego justificativas
Recuso satisfações
E aceito a sua condição
De não-amar
De não-mais-querer

Sem nenhum adeus
Deixo você desaparecer pelo caminho
Agora, só me resta 
no fim dessa tarde
ver as estrelas.