sábado, 29 de junho de 2013

Peripécias


De que me vale
todas as regras
tratados
concepções
e paradigmas?

Pra que me serve
Tantos talheres
Convenções
E sorrisos frios
Da imbecil intelectualidade?

Qual a validade
Da ciência
Do bem
Do mau
Da sociabilidade?

Porque se importa
Em dobrar joelhos
Suplicar benefícios próprios
Fugindo do abismo
Que é infalível
E destino do ser vivente?

Estou cego
Surdo
E insensível ao mundo?

Por todas as palavras escritas
Ditas
Benditas
Malcriadas
Severas
Indicadas
A mim

Não me vale nada
Ser
O que os outros querem

Sou eu
Livre

E isso me basta!