segunda-feira, 29 de abril de 2013

chuvisco



Choverá eu não sei
Chuvisco fresco
Esse veio
Se chove forte
Temerei
A queda do vaso
Com jasmim
Que plantei.

Guardados nessa imensidão de desamor



Eu que andava sem muito pensar
Deixei que a brisa de um céu estrelado
chegasse mais perto de mim
E sob véus abertos me entreguei novamente
A ilusão mais doce que surgiu
Tolo como sou, mais um não juntei aos muitos que tenho guardados
Abri os olhos para montanhas
Vi estradas, ônibus, riachos e a cama bagunçada ainda morna
Qual claridade maior poderia ser?
Cegante luz das infinitas estrelas que brilhou por mim
Exposto estava e pisava
O chão verde de grama orvalhada
Juntas mãos, coração arredio e um arfar de desejo a consumir

Eu andava sem muito pensar por um caminho sombrio
Injetava versos nas veias na ânsia de poder me drogar de poesia
Qual erro pudera o poeta cometer?
Amar e morrer! Amar sem pudores e fenecer!
E por intento do destino aquilo que mais desejei surgiu
Era o poema perfeito, a flor mais singela, a vida que sonhei
Tais olhos diziam tudo sem usar uma só palavra

Eis que tudo se perde e eu perdendo de mim
Novamente no traçado dia de minha existência
Juntei as mesmices e sonhos remendados
Com um sorriso moribundo nos lábios
Vesti o traje dos que finge estar tudo bem
Para poder viver mais um dia
Suportando a verdade de que aqui, nesse lindo e perfeito mundo
Meu seguir é caminho, sem muito pensar
Muito amar
Até o fim
E o fim sem pestanejar, chega.