terça-feira, 31 de maio de 2011

(fotografia: Filhodalua)


O Assovio do Serelepe

Malandro menino na mata
Assovia ardido de estourar
Assusta num assovio a macacada
Dá até nó no rabo de jaguar

Pula e rola de cá pra lá
Gora os ovos todos no galinheiro
Monta destemido o potro da Sinhá
Sai em disparada o encrenqueiro

Se esquece e deixa o portão aberto
Entra e come de supetão todo o angu
E pra mostrar que é muito esperto
Surrupia tudo que encontra no baú

Nem adianta prendê-lo querer
Poucos conseguiram tal ato bravio
Serelepe, malandro e arteiro é esse ser
Que só se reconhece pelo ardido assovio. 

domingo, 29 de maio de 2011


Confissão

Confesso
Confesso
Confesso!

Nada sei de leis
Nem de regras
Nem de freios.

Minha poesia
É mais que livre
Pois vivi
Do jeito que eu sei.

Confesso!
A escrita em mim
É sentir
Nada pronto
Nada com devido fim.

Escrevo por amar
Por desamar
Por emancipar
Por tentar ser assim.

Confesso,
não sou poeta
nem mestre
nem nada mais.
Sou apenas livre
e isso me basta.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deboche

Alguns gostam do pronto e acabado
Eu não, gosto do infinito
Do abismo
Do até ali...

Alguns gostam disso ou aquilo
Eu não, gosto de experimentar
Do sabor absinto
De um verso livre a tremular

Alguns são muitos
Eu não, sou único!
E gosto mesmo é poetar

Alguns... gostam das palavras certas
Eu?
Gosto de inventar!

domingo, 8 de maio de 2011

Planeta Anão

Plutão não é mais planeta
É planeta anão
Mesmo pequeno ainda é planeta
Na minha imaginação
Preenche meus olhos de luneta
O pequeno planeta Plutão.